O Que Celebramos





Não podemos cair no mesmo erro de outras religiões, que não vêem nenhuma conexão particular entre a humanidade e o ambiente, e por isso, por exemplo, não acham contraditório celebrar a Páscoa no Outono ou o Natal em pleno Solstício de Verão. A celebração da vida, da Natureza e a conexão com as passagens das estações são muito importantes para nós, Bruxos, onde quer que vivamos. Esta é a essência da Wicca! 


O Ano Wiccano começa e termina em Samhain (Halloween-Ano Novo), a celebração feita em homenagem aos mortos, quando o véu que separa o mundo dos homens do mundos dos Deuses se torna mais fino. O Solstício de Inverno vem logo em seguida, e nele celebramos o renascimento do Sol; aproximadamente seis semanas depois celebramos Imbolc, com os priemiros sinais da luz, quando a Primavera se aproxima. Logo após Imbolc, em torno do dia 22 de setembro, festejamos Ostara e a chegada da Primavera e, em seguida, Beltane é comemorado, e a União da Deusa e do Deus é celebrada. 

Em torno de seis semanas após Beltane, celebram-se Litha e a chegada do Verão, onde o sol alcança seu apogeu, mas começa automaticamente o seu declínio. Logo depois, vem Lammas com a celebração das primeiras colheitas e o grão renascido que será ceifado. Por volta de 22 de março, chega então Mabon e a segunda colheita é festejada. Aproximadamente depois de seis semanas chega novamente Samhain e a Roda do Ano termina seu ciclo e recomeça uma vez mais de forma ininterrupta.

O que se comemora:

Em Samhain (Halloween), o Festival do retorno da Morte, os portões dos mundos se abrem e a Deusa transforma-se na Velha Sábia, a Senhora do Caldeirão, e o Deus é o Rei da Morte que guia as almas perdidas através dos dias escuros de Inverno. 

Em Yule, a escuridão reina como se estivéssemos no caldeirão da Deusa. Assim, o Rei das sombras transforma-se na Criança da Promessa, o Filho do sol, que deverá nascer para restaurar a Natureza. 

Em Imbolc, a luz cresce, o Deus nascido em Yule se manifesta com todo seu vigor, e a Criança da Promessa cresce com a vitalidade e é festejada, pois os dias tornam-se visivelmente mais longos e renova-se a esperança. 

Em Ostara, luz e sombras são equilibradas. A luz da vida se eleva e o Deus quebra as correntes do inverno. A Deusa é a Virgem e o Deus renascido é jovem e vigoroso. O amor sagrado da Deusa e do Deus é a promessa do crescimento e da fertilidade. 

Em Beltane, a Deusa se transforma em um lindo Cervo Branco e o jovem Deus é o Caçador alado. Ao ser perseguida pela floresta, o Cervo Branco se transforma em uma linda mulher, e assim Eles se unem e a sua paixão sustenta o mundo. 

Chega então Litha, A Deusa é a Rainha do Verão e o Deus, um homem de extrema força e virilidade. O Sol começa a minguar e o Deus começa a seguir rumo ao País de Verão. A Deusa é pura satisfação e demonstra isso através das folhas verdes e das lindas flores do verão. 

Em lammas, a Deusa dá a luz e o Deus novamente morre pela Deusa. A Deusa precisa de sua energia de vida para que a vida possa crescer e prosseguir. O Deus se sacrifica para que a humanidade seja nutrida, mas através do grão Ele renasce. No ápice de sua abundância, ele retira através Dela. 

Em Mabon, as luzes e as trevas se equilibram novamente; porem o Sol começa a minguar mais rapidamente. O Deus torna-se então o Ancião, o Senhor das Sombras. 

Chega novamente Samhain e então o ciclo recomeça, e assim tudo retorna a Deusa. Assim sempre foi e será! Mito da Roda do Ano


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